Às vezes, da um aperto no peito.
A gente quer dizer tanta coisa
mas sente que não deve
e nem pode.
João não se culpe não, a gente já nasce inteirinho solidão.
A cidade muda e não se importa com o que eu sinto ou o que penso. O tempo distorce minhas memórias de cada esquina em que amamos devagar, sem medo.
Não me dedique poesias se
ao final do dia
Eu for só mais uma nota
em meio a tantas melodias
